Porque a vida não é um lugar comum. "Transmutar su carne en alma; luego su alma en sueño"

15
Mai 09

Sou caloira na arte de aplicação das provas de aferição, pelo que a chegada destes dias se reveste ,para mim, de uma ansiedade por demais irrisória. Perguntar-se-á o fiel leitor porque não consigo ficar minimamente apreensiva com a aplicação de uma prova feita à escala nacional.

A resposta é verdadeiramente simples: o conjunto de regras a seguir para estas provas é verdadeiramente transcendente e roça o ridículo.

Senão, veja-se:

 

O Professor não poderá vestir/despir qualquer peça de roupa enquanto estiver a aplicar a prova - ou seja, se estiverem 37º dentro da sala, mas eu tiver optado por manter o blazer vestido ou mesmo outro casaco mais quentinho, gramo a pastilha durante a manhã inteira.

 

Caso o aluno(a) precise de se assoar, poderá fazê-lo, solicitando para isso que um dos aplicadores lhe dê um lenço de papel, o qual deverá ser recolhido pelo aplicador após o uso pelo discípulo, e colocado no lixo. Ou seja, o aplicador da prova deve estar em contacto directo com a ranhoca do aluno, sinal de manifesta confiança nas suas qualidades virais.

 

Acho que só esta pequena amostra já elucida o estado de arte da coisa.

 

A isto resta-me apenas acrescentar que nenhum aluno é obrigado a fazer a prova de aferição - caso decida faltar, não terá de justificar a falta (isto sim, é verdadeiramente ridículo).

Acresce ainda que a prova de aferição em nada afecta a classificação do aluno - ou seja, ir ou não ir vai dar ao mesmo. Apenas é avaliada a performance da escola, sendo esta uma forma de "avaliar" os professores.

 

 

magnetizado por Bibs às 10:48

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